Educação

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Os lápis de cera manejados pelas pequenas mãos dos alunos da Escola Espaço Ideal Master deram cor aos desenhos, em preto e branco, de fadas, flores, ursos, princesas e super-heróis. Depois da “Hora de Pintar” foi a vez da “Hora de Contar História”. A dinâmica artística realizada todas as quartas-feiras, na Biblioteca Municipal Edgard Santos, no bairro da Ribeira, envolveu 30 crianças com idades entre 3 e 5 anos. O espaço administrado pela Prefeitura de Salvador, por meio da Fundação Gregório de Matos (FGM), recebe semanalmente grupos de estudantes de escolas e de toda a comunidade da Cidade Baixa.

Por uma hora, as crianças do grupo 4, 5 e 1º ano se deliciaram com a arte de colorir. Concentrado, o pequeno Bruno de Jesus, de 5 anos, escolhia as cores que enfeitariam o homem aranha impresso na folha ofício. Além das professoras, as atividades foram monitoradas pela encarregada da Biblioteca, Sônia Maria Coelho, responsável em supervisionar todas as visitas ao local. “É muito bom ter a casa cheia e estimular as crianças a frequentarem bibliotecas. É um espaço da arte, do conhecimento, da cultura. Todas as quartas sempre temos grupos de estudantes e jovens”, frisou.

Os papéis já coloridos foram entregues às professoras e a criançada correu para o gramado que fica na entrada da Biblioteca. Era chegada a “Hora de Contar História”. Sentadas à grama, elas ouviram atentamente a história dos “Três Gatinhos”, narrada pela encarregada do espaço. “Esse também é um momento muito importante. Precisamos valorizar o contar histórias que têm papel fundamental no processo educativo”, ressaltou Coelho. No final deste mês, mais uma atividade cultural será inserida na programação da Biblioteca. Será a “Hora do Cinema” com a primeira sessão prevista para o dia 25.

História - Fundada em agosto de 1978, a unidade, cuja área é de aproximadamente mil metros quadrados, possui importante vínculo com a comunidade da Península Itapagipana, que utiliza suas dependências para pesquisas e trabalhos escolares. Ano passado, o espaço foi entregue requalificado, com banheiros mais seguros, mobiliário sustentável, formado por carretéis e paletes reutilizados, acessibilidade digital e sistema de internet wi-fi.

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A professora Rosana Torres da Silva, da Escola Municipal Artur de Sales (Santa Cruz), foi a vencedora do prêmio regional da 11ª edição do Prêmio Professores do Brasil no segmento Pré-Escola. O resultado foi anunciado pelo Ministério da Educação (MEC) nesta segunda-feira (15), Dia do Professor. A professora já havia vencido a etapa estadual do concurso e agora disputará a nacional.

Com o projeto “O cotidiano e seu valor para a vida na escola… Por uma escola Com Vida”, Rosana incentivou as crianças a observarem mais o cotidiano e as pessoas ao seu redor. “Foi uma surpresa e tanto, sei que o que fazemos aqui só faz aumentar a criatividade e o aprendizado dessas crianças. Então, a gente procura fazer o melhor por elas e com elas. Esse foi um resultado pensado em grupo”, ressaltou.

Tudo começou com a ideia de fazer uma salada de frutas. "Nós fomos preparar com elas essa salada e ficou evidente o protagonismo das crianças, o desejo se envolver, de contar quantos pratos tinha na cantina, o desejo de servir, cortar as frutas, de organizar, de apoiar. A partir daí separamos grupos e cada uma decidiu ficar onde mais se identificava", contou a professora.

Depois disso, a coordenadora pedagógica, Jane Machado, parceira no projeto, propôs uma mudança no refeitório. "Então começamos com o gerenciamento do espaço, com as impressões das crianças, dando voz a elas para que elas pudessem se identificar, olhar para aquela arrumação e perceber que aquele ambiente tinha o toque delas. Elas arrumaram a cantina da escola com mensagens educativas, com dicas de boas práticas de alimentação e receitas de comidas saudáveis, até as toalhas das mesas foram pensadas por elas. Então todo o nosso processo de preparação do projeto começou com o interesse deles e com a aceitação de cada um dentro da sala de aula”, relatou Rosana.

Etapa estadual - Além de Rosana Torres, a professora Adriana dos Santos Ventin de Souza, da Escola Municipal Joaquim Magalhães (Itacaranha), venceu a etapa estadual no segmento 4º e 5º anos do Ensino Fundamental com o projeto: “Saúde, Corpo e Movimento: Uma Educação Mais do que física”. E na categoria Destaque, foram classificadas as professoras Mônica Freitas da Silva Soares, da Escola Municipal Artur de Sales (Santa Cruz), com o projeto Investigando as Tartarugas, e Nívea Silvestre da Conceição Costa, da Escola Municipal da Engomadeira, com o projeto Leia Conte e se Encante. Elas participaram nos segmentos Pré-escola e Ciclo de Alfabetização: 1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental, respectivamente.

Premiação - Em nível estadual, receberão o troféu de vencedor os professores autores dos relatos de prática selecionados entre os mais bem avaliados, por categoria, em cada estado ou Distrito Federal. Em nível regional, serão premiados 30 professores - dentre os 162 selecionados para essa etapa durante a seletiva estadual - sendo um por categoria de cada região geográfica, que receberão R$ 7 mil cada, um troféu e uma viagem oferecida pela Capes.

Esses professores serão também selecionados para avançar para a etapa nacional. Já em nível nacional, além dos prêmios recebidos nas etapas estadual e regional, os seis
professores autores dos melhores relatos de prática pedagógica, um de cada categoria - dentre os 30 classificados na etapa regional - receberão adicionalmente, cada um, R$ 5 mil e troféu

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Uma das principais demandas dos pais e responsáveis por crianças em Salvador – vagas na Educação Infantil – será ampliada ainda mais pela Prefeitura, a partir do próximo ano. O programa Pé na Escola vai ofertar, inicialmente, 10 mil vagas para crianças em idade pré-escolar (4 e 5 anos), em parceria com instituições privadas de ensino. Os detalhes da iniciativa inédita no Brasil foram apresentados pelo prefeito ACM Neto e pelo secretário municipal da Educação (Smed), Bruno Barral, em cerimônia realizada no gramado do Parque da Cidade, no Itaigara, nesta terça-feira (16).

Também participaram do evento o vice-prefeito Bruno Reis, os secretários Paulo Souto (Fazenda), Luiz Carreira (Casa Civil) e Cristina Argiles (Mulheres, Infância e Juventude), e a presidente de honra do Parque Social, Rosário Magalhães, dentre outras autoridades e comunidades escolares. O investimento inicial previsto para o programa é de R$30 milhões, com recursos 100% municipais.

De acordo com o prefeito, o Pé na Escola tem como intuito zerar, inicialmente, toda a fila por demanda de vagas na pré-escola em Salvador em 2019. “São cerca de 9 mil crianças de 4 e 5 anos de idade em toda a cidade que aguardam matrícula e que vão ter agora, através do Pé na Escola, a possibilidade de começar a estudar. Na prática, a Prefeitura vai comprar essa vaga seja nas creches e pré-escolas privadas, ou em instituições não-governamentais através de ampliação dos convênios”, explicou. Em seguida, a meta será zerar também as demandas por vagas em creches para crianças de 2 e 3 anos.

O secretário Bruno Barral salientou que o sistema de parceria do programa contará com escolas particulares previamente selecionadas e credenciadas pela Secretaria Municipal da Educação (Smed). As instituições deverão participar do processo de chamamento público e, dentre as exigências, estão a autorização de funcionamento expedida pelo Conselho Municipal de Educação (CME), idoneidade, regularidade fiscal e ter sede no município.

As instituições selecionadas deverão funcionar em locais onde não há vagas ofertadas pela Prefeitura, seja através da rede própria ou por meio de convênio. O número de vagas atendidas pelo Pé na escola será sempre definido antes do início de cada ano letivo. A prioridade será para as famílias beneficiárias do programa municipal Primeiro Passo, que oferece auxílio de R$50 por criança matriculada em creches privadas onde não há disponibilidade de vagas na rede pública ou conveniada.

O Pé na Escola acaba se tornando um programa com implementação rápida por dois motivos. Um deles é a não-exigência de construção imediata de novas unidades de ensino. A outra é o aproveitamento de vagas ociosas na rede privada. “Com isso, atendemos a uma demanda apresentada pelos pais desde o início da gestão, em 2013, da falta de um lugar seguro onde deixar os filhos para conseguir ir trabalhar e colocar comida na mesa em casa”, afirmou ACM Neto.

Outras ações – Em quase seis anos, a Prefeitura reformou, reconstruiu ou construiu 266 creches e escolas da Educação Infantil. Além disso, firmou convênio com 92 unidades para assegurar o ensino gratuito e de qualidade para as crianças – em 2012, esse número era de apenas 30. Resultado: das 17 mil vagas existentes na Educação Infantil na capital baiana em 2013, o número foi ampliado para 40 mil, todas ocupadas em 2018.

Primeiro Passo – Em quatro anos de funcionamento, o programa Primeiro Passo já beneficia 29.342 crianças, pertencentes a 26.428 famílias de Salvador. Criada pela Prefeitura e coordenada pela Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), a iniciativa tem o objetivo de garantir o acesso das crianças de famílias de baixa renda à Educação Infantil. O investimento anual é de R$20 milhões.

As crianças beneficiárias do Primeiro Passo, que possuem até 5 anos de idade, estão no foco inicial do Pé na escola. Dessa forma, essas famílias, que recebem um auxílio da Prefeitura de R$50 por criança, terão o ensino assegurado para seus filhos 100% com recursos públicos, mesmo em uma unidade privada de ensino.

Próximos desafios – O prefeito também salientou que um dos principais desafios enfrentados foi elevar os índices educacionais da capital baiana, a exemplo do Ideb (Índice Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica), que avançou 24% em cinco anos. Dentre as próximas metas, considerada bem audaciosa, é colocar Salvador dentre as cinco cidades mais bem avaliadas na Educação em todo o país. A outra é a realização, no próximo ano, de concurso público para professor – o que vai possibilitar a ampliação da cobertura educacional e oferta de vagas na rede municipal de ensino.

 

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“Em tempos tão difíceis de dialogar com crianças e jovens, nós, professores, temos o privilégio de falar a eles todos os dias”. Foi dessa forma que a professora Dejanira Rainha Melo, 42 anos, que ensina na rede municipal de educação há 19 anos, se referiu à relevância do trabalho de um professor. Na data em que os mestres são lembrados, dia 15 de novembro, Dejanira e os mais 7.758 docentes distribuídos nas 434 escolas de Salvador têm o mérito de fazer a diferença na vida dos 142 mil alunos.

Atualmente, ela leciona na Escola Municipal de Paripe e na Oito de Maio, ambas no Subúrbio Ferroviário. Segundo a docente, aquela aula dada exclusivamente com quadro branco, piloto e explicações demoradas já não atrai mais os alunos de hoje em dia. Pensando assim, faz das atividades de história e geografia um misto entre noções de conhecimento e ações interativas e dinâmicas. Entre elas, está o Projeto Negras Imagens, Bonitas Imagens que, por meio de práticas como estudos de livros, filmes, músicas, vídeos e fotos, buscam valorizar a cultura do povo negro.

“Temos dialogado muito sobre a África e a contribuição do negro brasileiro para nossa sociedade, seja na diversidade religiosa, ciência, matemática, história, geografia, artes, linguagem, poesia, medicina e arquitetura”, explica. Orgulhosa, a mestre, que ensina a meninos e meninas do 4º ano, ressalta que mecanismos, como jogos lúdicos para auxiliar no processo de leitura e escrita, exposições fotográficas e teatrais, têm sido fundamentais no aprendizado. “Essa semana fiz uma exposição de marisqueiras e uma aluna que não conseguia ler e escrever, me trouxe um pequeno texto escrito por ela. Foi emocionante”, descreve.

Nesta segunda-feira (15), é decretado feriado em todas as escolas de Salvador. Em todo o Brasil, a data é celebrada desde 1947.

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Novas ferramentas tecnológicas vão incrementar as aulas de experimentação científica na Escola Laboratório Escolab, situada na Boca do Rio. Dez kits “Mini Maker Lab” foram entregues à Secretaria Municipal de Educação (Smed) pela Secretaria da Cidade Sustentável e Inovação (Secis), em parceria com o Senai Cimatec, no auditório da instituição, nesta quinta-feira (04). Participaram do ato os secretários de Educação, Bruno Barral, de Cidade Sustentável e Inovação, André Fraga, corpo docente da escola e os alunos dos turnos matutino e vespertino. Atualmente, a Escolab atende 365 crianças e adolescentes.

A estudante Flávia Lopes, aluna no 4º ano do Colégio Municipal Agnelo de Brito, passa as tardes na Escolab Boca do Rio. Durante os ensinamentos de experimentação científica, ela tem aprendido a utilizar a impressora 3D. “São tantas coisas boas que fazemos aqui. Um monte de curiosidade. Nunca pensei que uma impressora pudesse criar objetos, achava que só colocava tinta no papel”, comentou a menina enquanto exibia as peças confeccionadas, a exemplo de letreiros e pequenos brinquedos.

Entre os curiosos, o secretário de Educação, Bruno Barral, se impressionou com a qualidade das criações das crianças e jovens. “É incrível ver tudo que é feito aqui pelos nossos alunos. Aprendem a confeccionar peças e criar sistemas que muitos adultos não fariam. A Escolab é uma referência na rede em termo de inovação. Me emociona ver que aqui eles fazem, conduzem, criam e têm um sentimento de pertencimento com a escola. Esse é o nosso trabalho, o de oferecer uma escola pública que não deixe a desejar em quantidade de vagas e também em qualidade de ensino”, pontuou.

Para o secretário de Cidade Sustentável (Secis), André Fraga, as ferramentas do “Mini Maker Lab”, que são o Box – Caixa de Circuito; Craf – Bloco de monitor; e Cold Table – Tabuleiro com peças, vão servir como um micro laboratório onde os alunos poderão aprender e desenvolver atividades do sistema microeletrônico básico, além de estimular o raciocínio lógico e despertar as competências. “Nosso desafio é ensinar a lógica de programação nas escolas”, destacou Fraga. O projeto foi um dos contemplados na área de educação através da chamada Cidade Inteligente, do Edital de Inovação para a Indústria, da Secis.

Animado com as novas aquisições, o diretor da Escolab, Miguel Dourado, comentou sobre a importância de estimular os estudantes. “O Mini Maker Lab vem para agregar o eixo de experimentação científica da nossa escolab. É a produção e socialização de conhecimento. Vamos buscar a resolução de problemas práticos a partir do uso da tecnologia”, explica, destacando que a ferramenta será usada por alunos a partir de 8 anos de idade. 

Outras Escolabs – Além da Escolab da Boca do Rio, Salvador conta com unidades do tipo no Subúrbio (uma em Coutos e outra dentro do Subúrbio 360, que tem parceria com o Google e a SmartLab). Esta última estrutura conta com duas quadras poliesportivas, um teatro com 400 lugares (que também se transforma em auditório) e uma cozinha industrial para cursos profissionalizantes (voltada para as mães dos alunos), refeitório, elevador e rampas de acessibilidade, casa de lixo e de gás, estacionamento e estruturas administrativa.

 

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Vinte jovens-aprendizes, alunos do curso de dança oferecido pela Fundação Cidade-Mãe apresentaram o resultado de um ano e três meses de preparo pela instituição, na manhã desta quinta-feira (4), no anexo da Câmara Municipal de Salvador, na Praça Tomé de Souza. Por meio do espetáculo 'As Quatro Estações do meu Ser', os jovens emocionaram o público formado por amigos, familiares e convidados, por volta das 10h.

O inverno, estação do aconchego, da calmaria e dos sentimentos aflorados, foi representado por um espetáculo de balé, encenado por meninas e mulheres. Na primavera e outono, os estilos moderno e contemporâneo ganharam espaço no palco. E no verão, uma mistura de experiências sugeridas pelos alunos contagiou a todos, incluindo dança de rua e Hip Hop.

“Pesquisamos um pouco sobre o comportamento de cada pessoa durante as estações do ano. A partir daí, fizemos um laboratório e produzimos as coreografias. O verão, por exemplo, foi algo muito espontâneo. O que é que acontece aqui no verão? É muita gente, muita praia, muito sol, balada, 'pagodão'. Então a gente criou a partir das experiências que cada um foi trazendo”, conta a professora Verônica Oliveira.

O espetáculo encerrou com esplendor o curso de dança do turno matutino promovido pela Fundação Cidade-Mãe para jovens-aprendizes no Centro de Convivência Bariri das Artes, no Engenho Velho de Brotas. Todos eles contaram, durante 15 meses, com a experiência da dança, atividade que reúne arte, preparo físico e bem-estar em um mesmo plano.

Ao final, todos foram devidamente certificados e alguns já pretendem adotar a atividade para a vida profissional. É o caso de Marcos Pereira, de 20 anos, que já foi aluno, tornou-se monitor, e pretende seguir a profissão. “Acabei me apaixonando pela dança. O resultado do espetáculo de hoje foi ótimo! Há mais de quatro meses estávamos ensaiando. Antes de acontecer, bate um certo nervosismo, mas, no palco, a gente se solta. É muito legal”, opinou.

Uma turma do turno vespertino teve início no dia 13 de setembro e outra do matutino está prevista para o próximo mês. “Hoje esses jovens puderam mostrar um pouco do que aprenderam durante os 15 meses de curso. A professora Verônica Oliveira desenvolveu um belíssimo trabalho com eles e todos nós pudemos presenciar esse momento com muita alegria”, afirmou a gerente de proteção básica da Fundação Cidade-Mãe, Eliane Braz.

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Dez kits do micro laboratório de tecnologia conhecido como "Mini Maker Lab" serão entregues na Escolab Boca do Rio, nesta quinta-feira (04), às 14h (Rua Abelardo Andrade de Carvalho, 141, Boca do Rio). A iniciativa vai auxiliar o aprendizado das 365 crianças da unidade, durante as aulas de iniciação científica e robótica da instituição. A cerimônia contará com as presenças do secretário da Cidade Sustentável (Secis), André Fraga, de Educação (Smed), Bruno Barral, o chefe executivo do Mini Maker Lab, Peterson Albuquerque, e o diretor da Escolab, Miguel Dourado.

O Mini Maker Lab é um pequeno laboratório onde alunos a partir de 8 anos de idade podem aprender e desenvolver atividades do sistema microeletrônico básico, além de estimular o raciocínio lógico de forma lúdica. O projeto é um dos contemplados na área de educação através da chamada Cidade Inteligente, do Edital de Inovação para a Indústria.

"O sistema contribui para o desenvolvimento de competências entre os alunos, envolvendo a capacidade de resolução de problemas, criatividade e trabalho em grupo. O trabalho é desenvolvido por meio de elementos de robótica e impressão 3D, começando com crianças de 8 anos e avançando conforme o desenrolar da vida escolar", destaca Peterson Albuquerque.

Cada kit pode ser utilizado por até cinco alunos de cada vez, permitindo que 50 estudantes sejam beneficiados por aula. "Os alunos da Escolab já atuam com iniciação científica, tornando o Mini Maker Lab algo de fácil utilização e impulsionador das capacidades dos estudantes. Dessa forma, eles podem aprender como gerir e automatizar ações do dia a dia a partir do aprendizado obtido nas aulas", informa o diretor da instituição, Miguel Dourado.

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Cerca de 30 alunos submetidos ao internamento na Comunidade de Atendimento Socioeducativo de Salvador (Case-Salvador), na Escola Municipal Professor  Carlos Formigli, localizado no bairro de Tancredo Neves, participaram de uma roda de conversa com o escritor paulista Michel Yakini. O escritor e arte-educador, um dos principais nomes do movimento de literatura da periferia em São Paulo, contribuiu com reflexões significativas para os alunos que precisam reconstruir suas trajetórias na sociedade. O encontro foi realizado na manhã desta terça-feira (2).

Yakini, que desembarcou na capital baiana para cumprir agenda durante toda esta semana, decidiu que o primeiro compromisso fosse com esses alunos, justamente por serem os verdadeiros personagens das suas histórias. “Essa foi a melhor forma de abrir meus trabalhos aqui em Salvador. A vertente dos meus livros são os jovens periféricos, como eu, que vieram e vivem nas periferias, e eles acabam se identificando. Se veem em mim e eu neles. Estar aqui tão próximo faz quebrar esse paradigma de que a literatura é algo distante para eles”, pontuou o escritor.

O arte-educador ainda destaca o talento e criatividade dos alunos – muitos deles apresentaram textos e composições próprias – e chama atenção para esses talentos que podem ser transformados em uma porta de mudança de tristes realidades. “Acredito que eu estando aqui é como se fosse um incentivo para esses jovens. Eles veem que eu consegui e são impulsionados por minha história a perder o medo e mudarem de vida através da arte”, conta Yakini.

“É uma experiência de diálogo, de envolver os estudantes com o artista e sem dúvidas uma ação pedagógica que tem o sentido de tocar, precaver e promover a reflexão que atravesse a realidade desses jovens, fazendo-os entender a arte como uma outra forma de viver”, afirmou Eliane Silva, vice-diretora da instituição.

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Transformar a arte de ler em uma brincadeira. Esse é o objetivo de um trabalho desenvolvido pela Escola Municipal União Caridade e Abrigo, situada na Boca do Rio. Através do Projeto Lecto Escrita - habilidade adquirida de poder ler e escrever, foram criados mecanismos para ensinar alunos que têm dificuldades com a leitura e com a escrita.

A professora de língua inglesa Sheila Karine Onofre relata a didática utilizada nas atividades e como esse método tem trazido vários resultados positivos para as crianças. “Esse projeto foi pensado para que pudéssemos desenvolver as atividades através de brincadeiras lúdicas. A didática é feita toda em cima de um texto, por exemplo, as regras do jogo do tabuleiro. Eu leio com eles para que entendam e, em cima dessas regras, construímos uma aula onde eles terão que revisar as palavras que já vinham sendo trabalhadas no semestre através desse jogo", explica.

Sheila afirma que a proposta era fazer algo diferente do tradicional em sala de aula. A estratégia, então, foi montada dessa maneira: são coletadas informações de outros professores sobre a rotina da classe e Sheila adapta as situações com jogos, bingos, trilhas, caça-palavras e jogos da memória – sempre atrelando o que é trabalhado em sala com as brincadeiras. Hoje, são 14 alunos no turno vespertino que estão com dificuldades de aprendizagem: cinco deles do segundo ano e oito do terceiro.

Evolução – A professora ainda ressalta com empolgação a evolução desses estudantes. “O projeto vem sendo trabalhado desde o ano passado e temos percebido que eles têm avançado de forma proveitosa. Temos um aluno, por exemplo, que no início do ano não reconhecia as letras e utilizava como forma de escrita as bolinhas. Hoje ele está soletrando, descobrindo o mundo através da leitura dentro da sala de aula. Isso não tem preço!”, conta.

O projeto Lecto Escrita também trabalha com a formação de valores. Através dele, é desenvolvido o hábito da escrita e da leitura nos alunos. “Acreditamos que o brincar torna a aprendizagem mais saborosa e mais significativa”, defende Sheila.

“As crianças se desenvolveram de tal forma que há alunos que vinham participando dessas aulas e, hoje, já estão totalmente alfabetizados. Isso nos fortalece muito para continuar e disseminar esse diferencial”, afirma a diretora da escola, Carmem Oliveira.

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