Saúde

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Ação visa reverter epidemia de sífilis vivida no país desde 2016

Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Sífilis, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS), através do Serviço de Atendimento Especializado (SAE) São Francisco, realizará testes rápidos para detecção da sífilis, HIV e hepatites virais, na Feira Social de Serviços, neste sábado (20), das 9h às 14h, no estacionamento VIP da Arena Fonte Nova. Além dos exames, o público contará com a dispensação de preservativos e orientações sobre saúde sexual e reprodutiva. Os pacientes com sorologia positiva serão encaminhados para o tratamento gratuito na rede de atenção especializada ofertada pela Prefeitura.

Desde 2016, o Brasil vive uma epidemia de sífilis, uma doença sexualmente transmissível causada por uma bactéria que pode levar a problemas de fertilidade e até a morte, se não tratada. Em Salvador, apesar da redução acentuada do número de casos - 428 ocorrências notificadas de janeiro a julho de 2017 contra 284 episódios identificados no mesmo período desse ano -, a capital baiana ainda apresenta o índice de incidência superior à média nacional. No Brasil, a taxa de detecção da doença é de 6,5 a cada mil crianças nascidas vivas. Já em Salvador, o indicador é superior a 16 por mil nascidos vivos.

“Esse número se reflete principalmente nos jovens pelo baixo uso de preservativos, tanto feminino como masculino. Isso está relacionado ao fato dessa geração já ter nascido em uma época que já existia tratamento e não se preocupar com a proteção durante o sexo. Outro problema é que muita gente não finaliza o tratamento para controle da sífilis, passando para outras pessoas, aumentando o alcance de exposição do vírus”, explicou subcoordenadora da Rede Laboratorial, Olivette Borba.

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Como forma de alertar as mulheres soteropolitanas sobre a prevenção do câncer de mama, o Distrito Sanitário de Brotas promoveu, na manhã desta sexta-feira (19), uma ação em celebração ao outubro Rosa. Na ocasião, foram oferecidos serviços como avaliações médicas e nutricionais, aplicação de flúor, medição de glicemia e pressão arterial, além de massagem relaxante.

“O objetivo dessa ação é sensibilizar a população e chamar atenção das mulheres para que elas possam se tocar e se prevenir”, conta a subcoordenadora de Vigilância e Saúde do Distrito Sanitário de Brotas, Ivana Urpia.

A enfermeira Ana Paula Braga, responsável por passar orientações clínicas no local, conta que ainda existem mulheres que não possuem o hábito de frequentar as unidades de saúde, não se cuidam nem se examinam, podendo desenvolver a doença e só detectar em estágios avançados.

“Quando detectado precocemente, o câncer de mama tem um índice acima de 90% de cura. A mulher que faz o exame anual das mamas e o preventivo não corre esse risco”, afirma Ana Paula. “Colocar os profissionais de saúde em espaços públicos é levar saúde para perto da população e aumentar o alcance das nossas ações”, finaliza.

“Essa mobilização é muito importante para poder chamar atenção das mulheres para que elas procurem o médico, prestem atenção, se toquem, se conheçam e se previnam para que não desenvolvam nenhum tipo de problema de saúde”, declarou a estudante Fernanda Alves, de 26 anos, que estava presente na ação.

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Movidas pela sede de conhecimento a respeito das doenças que podem acometer o público feminino, um grupo de mulheres da terceira idade se reuniu para debater a temática do câncer de mama nesta quarta-feira (17), no Centro Comunitário Clériston Andrade (Cecom), na Praça Lord Cochrane. O encontro foi promovido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ), como parte do projeto SPMJ Itinerante, que tem a proposta de levar conhecimento às mulheres de todas as áreas da cidade.

O público alvo da conversa foi selecionado com base na faixa etária com maior suscetibilidade a desenvolver o câncer de mama: mulheres a partir de 50 anos. Motivada pela campanha do Outubro Rosa, a palestra buscou elucidar dúvidas sobre a importância do autoexame, quais as características que devem ser observadas pela mulher no próprio corpo – a fim de encontrar ou descartar vestígios da doença precocemente –, além de tratar como o corpo reage à doença.

A palestrante do evento e técnica de Formação em Gênero e Raça da SPMJ, Janildes Lima, explicou os encontros permitem que as mulheres se sintam à vontade para questionar assuntos inerentes ao seu próprio corpo, antes eram encarados como tabu. “Nossa conversa é norteada na necessidade do rastreamento da doença. Abordamos com as mulheres mitos sobre o câncer de mama e falamos sobre os fatores de risco. A proposta é justamente compartilhar conhecimento e mostrar como fazer para ter entendimento das formas em que se apresentam o câncer, o que é normal para cada mulher, o que observar no corpo e a importância do autoexame”, destacou.

Roteiro de atividades – Na próxima quarta-feira (24), às 14h, palestra semelhante irá ocorrer no CMEI Mussurunga (Rua José Bispo dos Santos). Desde quando a campanha do Outubro Rosa teve início na capital baiana, outras palestras em pontos diferentes da cidade ocorreram através do projeto SPMJ Itinerante. Além do evento de hoje, os encontros passaram nos bairros Jardim Nova Esperança, Pau da Lima e Calabetão.

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Dores, infecções, icterícia e úlceras podem ser sintomas de doença falciforme, problema hereditário caracterizado por uma deformidade nas hemácias, as células do sangue. Em Salvador, 972 pacientes estão cadastrados nos ambulatórios da rede municipal de saúde e recebem o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar composta por hematologista, psicólogo, nutricionista e enfermeiro.

Há seis anos, o atendimento para adultos era realizado exclusivamente pela Fundação de Hematologia e Hemoterapia da Bahia (Hemoba) e o pediátrico, pela Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae). Para garantir assistência a quem tem a doença, a Prefeitura construiu dois ambulatórios altamente equipados, que hoje contam com equipes especializadas de acompanhamento: os multicentros do Vale das Pedrinhas e da Carlos Gomes.

Segundo Marivone Monteiro, enfermeira responsável pelo setor, além de contar com o atendimento especializado dessas duas unidades, os pacientes são acompanhados por outros profissionais de saúde em qualquer unidade da rede e recebem gratuitamente medicamentos que auxiliam no controle das dores e infecções, como a penicilina e os analgésicos (dipirona, Tilex e até morfina). A penicilina é distribuída nas unidades públicas de saúde que dispõem de farmácia e os analgésicos podem ser ministrados nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

Cura – O único procedimento capaz de curar a doença falciforme é o transplante de medula óssea. Primeiramente, o processo consiste em destruir a medula óssea que produz as células sanguíneas defeituosas, com o uso de drogas quimioterápicas. Em seguida, são infundidas no paciente células-tronco da medula de um doador compatível para que seja criada uma nova fábrica de células sanguíneas sadias.

Para além do transplante, existe o tratamento com Hidroxiureia. O medicamento é distribuído pela Hemoba e, apesar de não curar, amplia a qualidade de vida, reduz as crises de dores e previne as infecções.

Diagnóstico – A maneira mais frequente de identificar a doença é a realização do teste gratuito de pezinho em crianças recém-nascidas. Entretanto, o exame só se tornou obrigatório em 1992. Por isso, quem nasceu antes desse período e apresenta os sintomas da doença, pode recorrer à Eletroforese de Hemoglobina, exame que identifica os tipos de hemoglobina do sangue. O exame gratuito é disponibilizado por todas as unidades laboratoriais do Município.

A doença – A anemia falciforme caracteriza-se por uma alteração nos glóbulos vermelhos, que perdem a forma arredondada e elástica, adquirem o aspecto de uma foice (daí o nome falciforme) e endurecem, o que dificulta a passagem do sangue pelos vasos de pequeno calibre e a oxigenação dos tecidos. A doença é predominante em negros, mas não é exclusiva para essa cor de pele, por conta da miscigenação, o que facilita que uma pessoa de pele branca desenvolva o problema.

Os principais sintomas são as dores articulares, palidez e icterícia, atraso no crescimento, feridas nas pernas e tendência a infecções. Por causa da dificuldade de transporte de oxigênio realizado pelo sangue, quem sofre com a doença pode ter complicações mais sérias, como Acidente Vascular Cerebral (AVC) e problemas respiratórios graves que podem levar à morte.

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Até o próximo dia 31, as mulheres que passarem pela área de alimentação da Estação da Lapa poderão conferir um estande montado pela Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Infância e Juventude (SPMJ). A estrutura atende a mulheres que já sofreram algum tipo violência, com orientação e encaminhamento das vítimas para atendimentos psicossociais e jurídicos. A ação faz parte da campanha Outubro Rosa, organizada pela SPMJ, que tem como objetivo alertar as mulheres sobre a prevenção contra o câncer de mama e, também, conscientizar sobre a garantia dos direitos.

Diante do triste cenário de violência contra a mulher, o medo muitas vezes impede o público feminino de denunciar ou procurar alguém para conversar. “Essa é uma ação muito importante, pois essas mulheres chegam ao estande, vê outras mulheres na mesma situação e acabam sendo encorajadas a procurar ajuda”, aponta a estudante Talassa Regina, de 30 anos.

A vendedora Débora Gomes, 20 anos, conta que conhece algumas mulheres que já sofreram violência e defende a importância dessa ideia. “Sei que muitas delas acabam sofrendo transtornos e até entrando em depressão. Essa é uma grande ação que ajuda essas mulheres fisicamente e psicologicamente, podendo salvar muitas vidas”, afirma. Ela ainda destaca a importância da educação para combater o problema. “Se você ensina a seu filho, desde pequeno, a respeitar o outro independente de sexualidade, cor ou religião, ele se torna um ser humano melhor”, finaliza.

A iniciativa da SPMJ na Lapa também tem atraído a atenção dos homens. “A violência é um mal impregnado desde as nossas raízes. Querer impor seu desejo sobre outra pessoa é inaceitável, e isso tem que ser mudado. Uma base familiar e uma cultura mais sólidas, com certeza, contribuiriam para essa mudança, além de um maior investimento dos nossos governantes”, defende o músico Fernando Luís, de 29 anos.

A secretária da SPMJ, Cristina Argiles, conta que muitas mulheres nem sabem que estão sofrendo violência e acabam convivendo com essa situação por muitos anos. “Empoderar essas mulheres de informações são essenciais para que elas possam ter consciência dos seus direitos, buscá-los da maneira correta e mudar de vida”, sentencia.

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Segundo o Ministério da Saúde, nos últimos dez ano,s a epidemia de HIV/Aids no Brasil se agravou entre adolescentes de 15 a 19 anos. De 2005 a 2016, o número desse público, do sexo masculino infectados pelo vírus mais que triplicou no país, saltando de 2,4 para 6,9 casos por 100 mil habitantes. Como forma de sensibilizar sobre o diagnóstico precoce da doença, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) ofertará testes rápidos para detecção do HIV e sífilis de forma gratuita, nesta quarta-feira (17), na Biblioteca Central, situada à Rua General Labatut, 27 – Barris, das 9h às 17h. Também serão distribuídos preservativos e material informativo.

A inciativa será em parceria com a UNICEF, por meio do Projeto Viva Melhor Sabendo Jovem, estratégia para o enfrentamento da epidemia entre jovens e adolescentes. Para o enfrentamento das doenças, a SMS oferece o exame durante o ano inteiro, através do Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) Marymar Novais, no Dendezeiros, do Serviço Municipal de Assistência Especializada (SEMAE), na Liberdade e o Serviço de Atendimento Especializado (SAE) São Francisco, no bairro de Nazaré e em todas unidades básicas de saúde da capital baiana.

Os usuários com sorologia positiva contarão com o apoio e orientação dos aconselhadores, e serão acolhidos e encaminhados para uma das unidades de referência da rede municipal, onde receberão todo o suporte necessário para o tratamento, inclusive com a dispensação dos medicamentos retrovirais totalmente gratuitos. Salvador é a 12ª cidade entre as capitais brasileiras em incidência do vírus. Para enfrentamento da Aids, a SMS ampliou de 33 no início de 2013, para 118 unidades em setembro de 2017, o número de unidades de saúde que realizam o teste rápido para detecção do HIV. Além disso, capacitou mais de 260 profissionais entre médicos e enfermeiros da atenção básica para a realização desses exames.

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Por identificar no histórico médico familiar casos de câncer de mama, Carla Roberta da Silva, 37 anos, compareceu ao Hospital Municipal de Salvador nesta terça-feira (16) para realizar pela primeira vez o exame da mamografia. Até o dia 15 de novembro, a unidade hospitalar receberá mulheres encaminhadas por unidades de saúde municipais para a realização do exame. A intensificação na oferta deste serviço ao público feminino pelo hospital faz parte das ações da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) pela campanha do Outubro Rosa.

“Senti algo diferente tomando banho, alguma coisa no formato do seio me chamou atenção. Procurei logo o médico na unidade de saúde Fazenda Coutos, que é onde moro, e na mesma hora fui encaminhada para fazer o exame aqui. Nós mulheres temos que nos preocupar porque as doenças evoluem muito rápido e mesmo sendo nova já tenho essa preocupação”, explicou.

Caso similar ocorreu com a moradora da Vila Canária, Verônica Falcão, 41 anos. Ao sentir dores e alterações nos seios, ela procurou um unidade de saúde para obter informações e buscar um acompanhamento médico. "Senti um incômodo e procurei logo um clínico para me explicar o que deveria ser feito. É importante fazermos o exame o quanto antes", destacou.

Estão sendo disponibilizadas 100 vagas por dia para a realização do exame, agendado sempre através de uma unidade de saúde. Os atendimentos serão efetuados de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, sempre das 8h às 17h. Os resultados são entregues em até 30 dias após a realização do exame, e a recomendação é que a paciente retorne ao médico solicitante para avaliação.

De janeiro a julho deste ano, 65 mil mamografias foram disponibilizadas pelo município, mas apenas 25 mil foram efetuadas pela população soteropolitana. A titular da Diretoria de Atenção à Saúde, Gerusa Moraes, explicou que o diagnóstico precoce do câncer de mama é imprescindível para que a paciente tenha êxito no tratamento da doença.

“Este é um período de mobilização para prevenção, e essa é apenas uma das ações da Secretaria de Saúde, aproveitando o interesse das pessoas no assunto. É positivo ver que as mulheres saem da inércia e se movimentam para se cuidar, estimuladas pela campanha. Quando oferecemos os exames nesse padrão diferenciado, elas acolhem mais a ideia”, destacou a gestora. Foram registrados em Salvador este ano 217 óbitos relacionados ao câncer de mama.

Todas as 128 unidades básicas de saúde estão em alerta para atender e encaminhar mulheres para a realização da mamografia no hospital e de ultrassonografias mamária e transvaginal. Esses dois últimos exames estão sendo efetuados em horário especial nos Multicentros de Saúde da Carlos Gomes e Liberdade de segunda a sexta-feira, das 17h às 20h, e aos sábados das 8h às 13h.

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Para estimular o cuidado com a saúde da mulher, principalmente no mês em que a sociedade reflete sobre a importância da prevenção ao câncer de mama, os Multicentros Carlos Gomes e Liberdade vão funcionar em horário estendido até o dia 31 de outubro, das 8h às 20h, e aos sábados, das 8h às 13h, ofertando ultrassonografias mamária e transvaginal. 

Esse horário diferenciado possibilita que as mulheres interajam e busquem informações sobre prevenção ao câncer de mama e outras doenças. “Isso facilita para as mulheres porque é um turno mais tranquilo. Elas podem circular pela unidade, receber orientações com maior atenção dos profissionais e acabam tendo maior conforto maior para realizar os exames de ultrassom”, destacou  a gerente municipal, Carolina Rocha Souza. 

No primeiro dia da ação, Suzane Santana, que é moradora do bairro de Brotas, veio acompanhar a mãe no Multicentro da Carlos Gomes e parabenizou a Prefeitura pelo atendimento em horário diferenciado. “Achei ótimo. Consegui marcar para ela rapidamente e achei muito mais prático ajudá-la a se cuidar. No horário convencional de atendimento, muitas mulheres não conseguem se cuidar. Hoje consegui sair mais cedo do trabalho e vir com ela fazer esses atendimentos que são importantes para todas as mulheres”, frisou. 

Outras ações - O Hospital Municipal de Salvador também intensificará a oferta de exames de USG mamária e mamografias no período de 15 de outubro a 15 de novembro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, das 8h às 18h. O Distrito Sanitário Subúrbio Ferroviário vai promover realização de mamografias nos dias 21 e 22 de outubro.

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O trabalho de combate ao Aedes aegypti é diário e rigoroso. Nesta segunda-feira (15), os 1.200 agentes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), repetiram as ações rotineiras e visitaram cerca de 20 mil domicílios na capital baiana. As ações antecipam o “Plano Verão”, que deve iniciar no final deste mês e vai até o Carnaval. Divididos em 20 Subcoordenações, cada agente precisa visitar 20 casas.

Para a gerente das arboviroses do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Isolina Miguez, é preciso ficar atento aos cuidados nesse período, quando há dias intercalados de sol e chuva. O clima quente e úmido é ideal para reprodução do mosquito transmissor de dengue, chikungunya e zika.

Ela salienta que a Prefeitura atua o ano todo, com visita a domicílios e comércios espalhados por toda a cidade. No entanto, de outubro a março, esse fluxo de atividades aumenta. Entre as medidas mais importantes está a realização do Levantamento de Índice Rápido para o Aedes aegypti (LIRAa), que está em andamento e deve ficar pronto no final deste mês. O LIRAa vai pontuar as áreas da cidade com maior índice de infestação. Munida com tais informações, a Prefeitura dará início ao “Plano Verão”, que realiza os tradicionais “faxinaços” para eliminar focos e criadouros dos vetores.

“Queremos que a população receba o agente de endemia. Eles dão orientações, fazem inspeções, desprezam o que precisa ser jogado fora e cuidam do que precisa tratar, a cada dois meses. Nesse intervalo de tempo, é preciso que cada um cuide de sua casa”, frisa. Medidas importantes como ter o hábito de observar possíveis pontos de acúmulo de água, como pneus, copos plásticos e garrafas, contribuem para a redução dos índices de infestação.

Dados – De janeiro a julho deste ano, foram notificados 6.515 casos suspeitos de dengue, 2.717 de chikungunya e 818 casos suspeitos de zika na Bahia. Em Salvador, 1.097 casos de dengue foram notificados. Em relação à chikungunya, o registro foi de 55 notificações, enquanto o número de pacientes com suspeita de zika vírus chegou a 51. O mais recente LIRAa, divulgado em agosto último, revelou que a capital baiana segue em alerta para uma possível epidemia das arboviroses. Além disso, apontou que o Índice de Infestação Predial (IIP) no município é de 2,6%. Isso significa que, a cada 100 imóveis visitados, três apresentaram focos de Aedes. No levantamento anterior, realizado em abril deste ano, o indicador era de 2,7%.

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