Cultura

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O mês de dezembro chegou e o clima natalino já está tomando conta da capital baiana. Luzes, cenografias, árvores e decorações, bem como um túnel com iluminação especial, projeções mapeadas em fachadas, shows, corais nas sacadas dos casarões, presépios, casa do Papai Noel e um grande cortejo com carros alegóricos e grupos musicais compõem o Natal Salvador, realizado pela Prefeitura a partir desta quarta-feira (6), no Centro Histórico da cidade, e considerado o maior Natal do Brasil. 

Mas você já pensou em misturar as tradições do Natal com ritmos musicais como o Samba de Roda, a capoeira e outras manifestações culturais oriundas da Bahia? Essa é a principal proposta do desfile “As Folias de Papai Noel”, uma grande novidade na programação deste ano, que será apresentada através de um cortejo, nas ruas do Centro Histórico da cidade, nesta quarta-feira (6) e no sábado (9) e domingo (10), com saída da Rua Chile, às 18h30. 

Com cerca de 750 artistas de variadas linguagens envolvidos, o desfile se inicia com o setor dos “Brincantes”, que traz múltiplos personagens dos Contos de Fada, palhaços, pernas de pau, além da Oficina de Frevos e Dobrados, regida pelo maestro Fred Dantas, com um tradicional Ternos de Reis. 

No segundo setor a folia fica por conta das manifestações afro-baiana, onde a Corte de Negra Jhô e seu universo entra em cena trazendo capoeiristas, Samba de Roda e uma ala especial com os Caboclos de Itaparica, reverenciando o Bicentenário da Independência na Bahia. 

No terceiro momento o destaque é para a dança e suas múltiplas vertentes. Esse setor conta com a participação do Balé Folclórico da Bahia, bem como grupos de street dance, dança contemporânea, dança cigana, do ventre, flamenca e valsa, além das quadrilhas juninas Asa Branca e Imperatriz do Forró. Um carro alegórico levará ainda o Papai Noel Negro para desfilar nas ruas do centro. 

Por fim, a diversidade das profissões e atividades exercidas pelos soteropolitanos vão tomar conta das ruas trazendo os artistas de rua da noite, carrinhos de café, os grupos de ciclistas, além dos garis da Limpurb, que espalham bom humor e dançam enquanto trabalham. Fechando essa grande folia, foi preparada ainda uma surpresa robótica, uma conexão com o mundo tecnológico rodeado de 80 percussionistas. 

Ao todo, três carros alegóricos vão desfilar na Folia animados por músicas de natal temperadas com arranjos que inserem instrumentos de percussão, triângulo, sanfona e berimbaus, promovendo um rico diálogo cultural. 

Nos dias 16 e 17 e 23 um cortejo mais reduzido, animado pelos “Brincantes de Papai Noel”, dará continuidade às inúmeras ações de Natal no Centro Histórico. A ação acontecerá sempre às 18h30, também na Rua Chile. 

 
Reportagem: Letícia Silva/Secom PMS 
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Neste sábado (25), o Desfile Salvador Capital Afro arrastou milhares de pessoas em dois cortejos que saíram da Casa d’Italia e da Praça Municipal em direção à Praça Castro Alves, no Centro Histórico, com encontro de trios entre blocos afro e de afoxé. Os grupos Ilê Aiyê, Olodum, Filhos de Gandhy, Didá, A Mulherada, Cortejo Afro, Ara Ketu, Bloco da Capoeira com Tonho Matéria, Filhas de Gandhy, Malê Debalê e Muzenza encheram as ruas da região celebrando a ancestralidade negra da cidade através da música e dança.

O desfile é realizado pela Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult) e é um dos eventos destaque da programação do Novembro Salvador Capital Afro, que celebra a herança africana na cidade. Iniciando o evento, as Filhas de Gandhy foram acompanhadas por um cortejo de 100 baianas que saíram do Memorial das Baianas até a Castro Alves e fizeram uma lavagem da praça. Os filhos de Gandhy vieram logo atrás e se encontraram com o trio do Cortejo Afro na Castro Alves, onde cantaram juntos músicas em homenagem ao bloco afoxé.

Para Pedro Tourinho, titular da Secult, a primeira edição do desfile é histórica e representa o início de um novo momento para a cultura ancestral de Salvador. “Esse é o primeiro ano de um evento que será calendarizado na capital baiana, com encontros históricos e inéditos, como o Olodum e o Ilê Aiyê, unindo a beleza de todos os outros blocos afro e afoxés no mês de novembro. A Prefeitura irá fazer do Desfile Salvador Capital Afro um carnaval único em que a celebração dos blocos afro é o principal objetivo”, afirmou.

Os cortejos continuaram com os trios de A Mulherada, do Bloco da Capoeira e do tradicional Muzenza do Reggae durante o pôr do sol na Praça Castro Alves. O toque e o balé da Banda Didá adentraram ao anoitecer, levando clássicos da música baiana junto ao Malê Debalê.

No início da noite, o samba reggae impulsionado por Neguinho do Samba mostrou que o mundo negro é feito a partir de encontros, enquanto que o Olodum desceu a Rua Chile para se juntar ao Ilê Aiyê. Ao mesmo tempo, o axé do Ara Ketu chegou à Praça Castro Alves, proporcionando uma união de três blocos.

Turistas de Pernambuco, Flávio Henrique, 35 anos, e Andressa Mendonça, 33, tiraram o dia para curtir as atrações no Centro Histórico. "Estou impressionado com a valorização da cultura afro em Salvador. Com certeza, a diversidade, a música e as tradições enriqueceram minha experiência e minha vinda até a cidade como turista”, disse o administrador.

“Salvador está de parabéns por proporcionar uma experiência tão rica. Achei tudo muito lindo. As cores, a riqueza, as tradições, enfim, recomendo a todos a conhecerem esse encanto e energia de perto”, avaliou a nutricionista.

Potência - A secretária da Reparação (Semur), Ivete Sacramento, afirmou que o desfile é uma oportunidade de mostrar ao mundo algo que é único de Salvador: os blocos afro. “No Carnaval, não dá para perceber a grandiosidade desses grupos. Então, esse evento se torna uma mostra de toda a potência e raiz africana. Dá para perceber, em cada bloco, a diferença no tocar e no dançar. Me sinto muito feliz em ver o resgate da cultura afrobrasileira que está sendo feito aqui no desfile”.

Gilsoney de Oliveira, presidente do Gandhy, agremiação que completou 70 anos este ano, destacou a importância do desfile enquanto um evento de fomento à cultura. “Essa valorização, na cidade mais negra fora da África, é fomentar e dar continuidade. É um momento novo, pois mostra para o mundo, para quem é da cidade e para o turista a força do afoxé e a felicidade dessa grande nação baiana”, destacou.

FreshPrince Da Bahia, Tia Carol, DJ Belle e Errari fecharam o encontro que reuniu blocos afro e afoxés, além do After Batekoo. O último evento do Novembro Salvador Capital Afro acontece neste domingo (26), na Caminhada do Samba.

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O Dia Nacional da Baiana de Acarajé, celebrado neste sábado (25), foi marcado por festa e homenagem às quituteiras que são símbolos de tradição e da cultura afrobrasileira. A Prefeitura de Salvador promoveu um evento ao lado do Monumento da Cruz Caída, na Praça da Sé (Centro Histórico), para entrega de 580 kits a profissionais que atuam no segmento. O conjunto conta com um tabuleiro, sombreiro, vestimenta, caixas térmicas, placa de sinalização, colheres de polietileno, lixeira e protetor de fogareiro.

A ação integra a programação do Novembro Salvador Capital Afro e visa melhorar as condições de trabalho das baianas de acarajé, que contribuem para a gastronomia e fortalecimento da identidade local.

“Não há um filme, um documentário ou qualquer veiculação que se faça para projetar Salvador no Brasil e no mundo que não representem as nossas baianas. Elas são o retrato da nossa cidade. Sei que temos mais que 580 baianas na cidade e, por isso, essa é a primeira etapa de distribuição de kits. Investimos R$ 2,2 milhões e garanto que até o final de 2024 alcançaremos todas aquelas que precisam”, afirmou Bruno Reis.

O prefeito lembrou de outras iniciativas da Prefeitura para valorizar a categoria, citando construção de quiosques para vendas de acarajé em praças e espaços públicos, de um monumento dedicado às quituteiras, em Amaralina, e da reforma do Memorial das Baianas, na Praça da Sé. E mais novidades estão a caminho. “Vamos dar a remissão dos débitos e isenção do pagamento das licenças a todas as baianas de acarajé. O projeto já está na Câmara de Vereadores”, reforçou o gestor.

Presidente da Associação das Baianas de Acarajé, Mingau, Receptivo e Similares (Abam), Rita Santos, comemorou as conquistas: “A Prefeitura fez um mapeamento com mais de 1,1 mil baianas que atuam na cidade, e os utensílios que serão distribuídos para uma parte delas a partir de hoje vai ajudar bastante nas atribuições do dia a dia”.

A festa em homenagem às baianas movimentou o Centro Histórico da cidade. Uma missa foi celebrada na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Pelourinho, seguida de um cortejo até a Cruz Caída, na Praça da Sé, acompanhado pelo grupo percussivo Tambores e Cores, do Mestre Pacote.

No Memorial das Baianas e sede da Abam, foi disponibilizado almoço para as baianas e acompanhantes. A programação contou ainda com a apresentação de grupos musicais. “A Prefeitura está apoiando essa ação que ocorre no final do Novembro Salvador Capital Afro, período pelo qual fizemos um investimento grande para promover a cultura negra na cidade”, lembrou o secretário de Cultura e Turismo (Secult), Pedro Tourinho.

Reconhecimento - O ofício das baianas de acarajé é patrimônio cultural do país, inserido no Livro dos Saberes em 2004. As baianas também são patrimônio imaterial da Bahia, desde 2012, e o acarajé é patrimônio cultural de Salvador desde 2002, com a publicação da Lei Municipal Nº 6.138/2002.

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A noite desta sexta-feira (24) foi marcada pelos shows de encerramento do terceiro dia do Festival Salvador Capital Afro. Ao som de Larissa Luz, do cantor de afrobeat nigeriano Seun Kuti e do rapper Baco Exu do Blues, cerca de 7 mil pessoas foram à Praça Cayru, no Comércio, para celebrar o último fim de semana do Novembro Salvador Capital Afro.

Para Maylla Pita, diretora de cultura da Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), ter um momento de celebração dessa magnitude e aberto ao público, é excepcional.

“O propósito do Salvador Capital Afro é o posicionamento desse destino e o fortalecimento desses atores, dos agentes que dão sentido e estruturam a cena. Então, é muito gratificante chegar ao terceiro dia com essa celebração pública com artistas negros do Brasil e do mundo se apresentando para celebrar o Festival”.

A noite começou com o show de Larissa, que embalou o público ao som dos hits Bonecas Pretas e Meu Cupido é um Erê. O cantor Seun Kuti convidou ao palco a banda Olodum, misturando o som do afrobeat nigeriano aos tambores do bloco Afro de Salvador.
Baco Exu do Blues foi o último a subir no palco, arrancando gritos e com o público cantando todas as músicas do início ao fim da apresentação.

Programação - O Festival Salvador Capital Afro, que está na segunda edição, começou na quarta-feira (22) e reuniu palestrantes e participantes de todo o mundo, com talks, rodadas de negócios e showcases voltadas ao empreendedorismo negro e à economia criativa da cidade.

Neste sábado (25), o encerramento do festival acontece com o Desfile Salvador Capital Afro, com 12 entidades dentre blocos Afro, afoxé e de capoeira.

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O Festival Afrofuturismo Vale do Dendê vai reunir especialistas negros em tecnologia e inovação de todo o Brasil para compartilhar experiências com a comunidade jovem de Salvador. Realizado pela incubadora de startups baiana Vale do Dendê e com patrocínio da Prefeitura, o festival propõe explorar fronteiras e conectar culturas.

O evento, o maior do gênero na América Latina, será realizado no Centro Histórico nos dias 20 e 21 de novembro. Na ocasião serão promovidas palestras, shows, talks e encontros com a contribuição cultural de 13 países diferentes. Os interessados devem adquirir os ingressos, que estão à venda, através do link www.sympla.com.br/evento/festival-afrofuturismo-ano-v/2190411.

Cofundador da Vale do Dendê e realizador do Festival Afrofuturismo, Paulo Rogério Nunes destacou que o evento é inovador por debater futurismo, inovação, empreendedorismo e criatividade, mas com o diferencial do olhar sobre a diversidade. “Ao fazer esse evento em Salvador queremos passar uma mensagem para o mundo, mostrando que é possível pensar em tecnologia e pensar no futurismo em uma cidade que é a capital criativa e a capital afro do Brasil”, afirmou.

A proposta, detalhou o realizador, é deixar um legado aos participantes do festival. “Queremos inspirá-los a entrar na carreira de tecnologia, na área de criação e também na área de empreendedorismo. É um evento realmente inovador e a gente busca tornar cada vez mais acessível para as pessoas transformarem e impactarem vidas”, arrematou.

Além de representantes das mais de dez nações para o evento, uma delegação de vários estados do Brasil também vai participar da programação. Serão recebidos estudantes e jovens de escolas públicas de Salvador e da região metropolitana, para ampliar os debates e propagar os conteúdos abordados.

Serão debatidos temas como ‘cenários prospectivos, ‘ancestralidade e futuro’, ‘afrofuturismo em histórias em quadrinho’, ‘diversidade no mundo corporativo’, ‘música negra global’, ‘inteligência artificial e impacto social’. A programação completa do evento pode ser conferida em www.afrofuturismo.com.br/festival/festival-afrofuturismo-ano-v/.

Para o diretor de Turismo da Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), Gegê Magalhães, a parceria para a realização do festival com a Vale do Dendê, empresa que tem sede no Centro Histórico, vai agregar muito para a cidade e para os soteropolitanos. “Este é um festival muito importante para Salvador e que abrange áreas como tecnologia, diversidade, empreendedorismo, mas também sempre vem com o viés do turismo, já que eles têm a tendência de formar e divulgar a nossa cidade”, declarou.

 

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O Festival Salvador Capital Afro chega à segunda edição em 2023, visando estimular o desenvolvimento da economia criativa, valorizar os talentos negros locais e potencializar o protagonismo da cidade no segmento do Afroturismo. Parte da programação do Novembro Salvador Capital Afro, o evento ocorrerá entre os dias 22 e 25 de novembro, no Centro Histórico de Salvador, e terá entrada gratuita.

O tema deste ano será Salvador: Cidade Conexão da Diáspora. A intenção é tornar a capital baiana um ponto de encontro entre cidades e países africanos. A programação reúne painéis, apresentações musicais, oficinas, rolês afros (passeios afrocentrados) e rodadas de negócios com foco nos eixos temáticos: afroturismo, artes visuais e música.

Nos três dias do evento, serão discutidos temas fundamentados em dados do mercado do turismo afro. Dentre elas estão “Estratégias de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento e Combate ao Racismo”, “Black Money”, “Aquilombamentos Culturais e Circulação Artística”.

Todas as informações e inscrições podem ser feitas pelo site da Sympla no link https://www.sympla.com.br/produtor/salvadorcapitalafro. A programação completa do Festival Salvador Capital Afro também pode ser conferida no site www.salvadordabahia.com/capitalafro e nas redes sociais: @salvadorcapitalafro.

A diretora de Cultura da Secretaria de Cultura e Turismo de Salvador (Secult), Maylla Pitta, afirma que o Festival Salvador Capital Afro é, antes de tudo, um festival de negócios, com realização de painéis, espaços de qualificação e rodadas de negócios para artistas e empreendedores locais voltados para o setor, estimulando o intercâmbio, a conexão e o escoamento das produções artístico-culturais e do conjunto de serviços da cena do afroturismo na cidade. “Ademais, realizaremos atos institucionais para o fortalecimento do afroturismo em Salvador, com a participação de autoridades locais e internacionais”, explica.

O evento é visto como uma base de transformação social, cujo foco é mobilizar negócios, capacitar pessoas e envolver, de forma atrativa, toda a cadeia de afroempreendedores. A estimativa é de que sejam gerados 100 postos de trabalho e ultrapassar R$1 milhão em intenções de negócios.

Programação – O festival será aberto oficialmente no dia 22 – os detalhes da cerimônia serão divulgados em breve. A manhã seguirá com o painel “Cooperação internacional para o desenvolvimento e combate ao racismo”, com a participação do diretor de relações internacionais da Prefeitura de Los Angeles, Wajenda Chambeshi; do gerente de parcerias internacionais da cidade de Boston, James Colimon; da embaixadora de Gana no Brasil, Abena Busia; da ex-ministra da cultura da Colômbia, Paula Moreno e da chefe do escritório da UNICEF na Bahia, Helena Oliveira.

Em seguida, o tema do festival “Salvador: Cidade Conexão da Diáspora” será o assunto do encontro entre o pesquisador da cultura e história africana Abiola Akandé (Benin); o pós-doutor em antropologia e babalorixá da Casa do Rei e Senhor das Alturas, Vilson Caetano, e Paula Moreno, fundadora do programa Manos Visibles, uma rede de líderes e organizações de ponta que constrói a equidade racial e territorial. A mediação será feita pela pesquisadora Cíntia Guedes.

Na quinta-feira (23), John Yaw Agbeko, diretor-chefe do Ministério do Turismo, Artes e Cultura de Gana; Kim Osborne, secretária executiva da Organização dos Estados Americanos (OEA/ (EUA); e Bia Moremi, fundadora da Brafrika Viagens, agência brasileira com atuação no continente africano (África do Sul), trocarão informações sobre experiências internacionais do Afroturismo, com mediação de Tânia Neres, coordenadora de Afroturismo, Diversidade e Povos Indígenas da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

Já o tema “Black Money” será discutido pela educadora financeira Átila Lima; com a criadora da Feira Preta e do Preta Hub, Adriana Barbosa; a gerente de Projetos Sociais do Movimento pela Equidade Racial (Mover), Luciene Rodrigues; o diretor executivo do Fundo Baobá para Equidade Racial, Giovanni Harvey; e o coordenador de Finanças Solidárias do Banco Comunitário de Desenvolvimento Santa Luzia, Carlos Eduardo Dias Barbosa. A discussão terá mediação de Ciça Pereira, do Afrotrampos.

Na sexta-feira (24), O painel “Arte que circula” terá presença de Juci Reis, do Programa Flotar (México); do multiartista e criador do Negro Fest, Fabio Arboleda (Colômbia); do músico e empresário Evandro Fióti (Lab Fantasma); e de Ismael Fagundes, coordenador artístico do Afropunk Bahia. Os artistas e empreendedores compartilharão experiências, informações e orientações para cruzar fronteiras, com mediação do diretor da Fundação Gregório de Mattos (FGM), Chicco Assis.

O painel “Aquilombamentos Culturais” vai promover o encontro entre Lázaro Roberto (Zumvi Arquivo Afro Fotográfico), Jaqueline Fernandes (Festival Latinidades) e Karla Danitza (Enegrecer a Gestão Cultural), com mediação de Stéfane Souto (coordenadora de Economia da Cultura na Secult Salvador), para colocar em pauta a importância dos espaços culturais de aquilombamento no desenvolvimento de um cenário artístico-cultural negro cada vez mais fortalecido.

Eixos temáticos – As rodadas de negócios, umas das ações mais importantes que acontecerão durante o festival, terão o papel fundamental de aproximar os artistas e empreendedores locais de possíveis contratantes, compradores e de outros diferentes agentes de fomento, através da apresentação de projetos. Nesta edição, foram selecionadas propostas nas áreas de afroturismo, artes visuais e música, inscritas previamente. As reuniões acontecerão com players nacionais e internacionais, como os festivais de música Feira Preta, Yalodê e Negrofest (Colômbia), os museus Afro Brasil, Dragão do Mar, Muncab, MAC e MAM Bahia e o projeto Flotar (México). Para as artes visuais, irão participar as agências de turismo Brafrika, Be Fly, Luck, Orinter e Adval.

A ação é realizada em parceria com profissionais e empresas com trabalhos relevantes em suas áreas. A articulação do eixo de Afroturismo foi tocada por Antônio Pita, da startup de afroturismo Diaspora.Black, e Tânia Neres, da Embratur. Nas artes visuais, a collab é com a Afrontart - Quilombo Digital de Artes, representada por Luana Kayodê e Raína Biriba. Já na área da música, o articulador é Ziati Comazi, produtor e gestor cultural da Nova Estação.

Shows gratuitos – Nos três dias, o festival será encerrado com música, a partir das 17h, no Pátio do Espaço Cultural da Barroquinha. Nove artistas ou grupos musicais que se inscreveram nas rodadas de negócios serão selecionados para apresentar seus trabalhos ao vivo para os curadores do Festival, para os contratantes nacionais e internacionais e também para o público, que assistirá a três shows em cada noite. Além disso, no dia 24, haverá shows gratuitos de Larissa Luz, Baco Exu do Blues e Seun Kuti na Praça Cayru.

Oficinas – Oficinas gratuitas voltadas para pessoas negras também fazem parte da programação e estão com inscrições abertas. “Afroturismo” e “Precificação para empreendedores do Afroturismo”, “Circuitos Colaborativos” para artistas visuais, “Construindo candidaturas fortes para editais financiados por bancos internacionais” para produtores culturais e “Gestão de carreira” para artistas da música são algumas das formações que serão oferecidas, cada uma com 30 vagas.

O Festival Salvador Capital Afro é uma iniciativa da Prefeitura Municipal de Salvador, através da Secult, no âmbito do Prodetur Salvador, em parceria com a Semur. O projeto tem financiamento do BID e é mais uma ação do Plano de Desenvolvimento do Afroturismo em Salvador.

 

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A atriz estadunidense Angela Bassett esteve no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador, neste sábado (4), e visitou a exposição Um Defeito de Cor, inspirada no livro homônimo da autora Ana Maria Gonçalves. A atriz, que será premiada com um Oscar honorário ainda neste mês, está na capital baiana para participar do Festival Liberatum, que integra a programação especial para o mês de novembro realizada pela Prefeitura. A visita foi guiada pelas diretoras do museu, Cíntia Maria e Jamile Coelho, e pelo secretário de Cultura e Turismo (Secult) de Salvador, Pedro Tourinho.

Na exposição, que possui mais de 370 obras de 100 artistas do Brasil e do mundo, a atriz pode conhecer a história do livro, considerado um marco na literatura afrofeminista, através de obras de Mestre Didi, YedaMaria e Ayrson Heráclito. “Um defeito de Cor” narra a história de uma africana escravizada que, após muitas adversidades, consegue sua liberdade e parte em uma jornada em busca do filho. A narrativa aborda de forma profunda e sensível a experiência da escravização no Brasil e a busca pela identidade e liberdade.

Durante a ocasião, Angela Bassett foi homenageada com o prêmio Liberatum pela sua trajetória e pioneirismo cultural. Em seu discurso, a atriz afirmou estar imensamente agradecida pela compaixão e calor com que foi recebida, junta a sua família e amigos, pelos brasileiros e revelou sempre ter tido o sonho de conhecer o Brasil, suas belezas naturais, cultura e as lindas pessoas negras que o constituem.

Para Jamile Coelho, a presença de uma atriz como Angela é representativo de todo o processo diaspórico concebido pelo museu. “Estamos em um dos maiores museus de cultura afrodiaspórica das Américas. Então, essa conexão que a gente tem do lado de lá e que a gente traz para as Américas representa um marco histórico na cultura desse país”.

Cintia Maria reforça o caráter histórico da visita de Angela Basset e da reabertura do Muncab, que passou por revitalização. “Estamos fazendo todo esse movimento e está sendo histórico o museu fazer essa prévia da reabertura com a presença de diversos artistas e intelectuais negros do mundo inteiro. A visibilidade para o Muncab é enorme, é um presente para a cidade, especialmente nesse Novembro Salvador Capital Afro”.

A programação de novembro en Salvador também terá festivais como Afropunk, o Festival Internacional do Audiovisual Negro (Fianb) e o Festival Salvador Capital Afro, focado na economia criativa negra da cidade. Além da Caminhada da Liberdade, promovida pelo Fórum das Entidades Negras e o Desfile Salvador Capital Afro, no dia 25 de novembro, com o Carnaval adiantado dos blocos Afro.

Fotos e texto: Ascom Secult

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O Festival Liberatum, evento internacional de criatividade, reflexão e celebração da cultura, começou nesta sexta-feira (3) trazendo para Salvador personalidades mundiais como as atrizes Viola Davis e Angela Bassett e o escritor Wole Soyinka. A programação gratuita, que ocorre no Centro de Convenções até domingo (5), foi aberta às 10h com a presença do prefeito Bruno Reis e seguiu com a mesa Uma Vida Dedicada à Cultura, com a ministra da Cultura Margareth Menezes e o dançarino e produtor cultural Gil Alves. O festival é gratuito e todos os ingressos foram esgotados logo no primeiro dia de disponibilização.

Com programação focada no protagonismo negro no Brasil e no mundo, uma das atrações mais aguardadas deste primeiro dia foi a mesa Afrodiáspora, com as atrizes Viola Davis e Taís Araújo, além da empreendedora cultural Melanie Clark e do ator e produtor Julius Tennon. Davis é reconhecida mundialmente por seus papéis em séries e filmes, entre eles o de protagonista no longa-metragem A Mulher Rei, lançado em 2022, que conta a história de um grupo de guerreiras que tenta proteger o reino africano de Daomé, por volta de 1820.

Viola falou sobre a importância de que diferentes histórias sejam contadas nas grandes produções audiovisuais. "Eu acho que você acaba percebendo que tudo o que te disseram sobre ser uma atriz negra é mentira. As limitações sobre as histórias, sobre o que as pessoas querem ver, eu chamo essas coisas de opressão internalizada. Quando o mundo diz para vocês que apenas uma certa parte da população, da história, é importante. Eu sempre acreditei que quando você faz algo como artista, que é honesto, as pessoas querem ver e isso me empoderou", disse.

Viola Davis entrou para o seleto grupo artístico do EGOT (Emmy, Grammy, Oscar e Tony Awards), alcançando todos os principais prêmios da indústria do entretenimento mundial, tornando-se a 18ª personalidade no mundo e a terceira mulher negra a conquistar esse feito. Também foi considerada pela revista Times uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2012 e em 2017. Casado com Davis, Julius Tennon é ator e produtor de cinema. Juntos, eles abriram a própria produtora, Juvee Productions, responsável por projetos como o longa A Mulher Rei.

Tennon comparou a experiência de visitar Salvador à que teve em Cape Town, na África do Sul, durante as gravações do filme. "Estar naquele solo como uma pessoa mais velha pela primeira vez foi profundo, um sentimento igual ao de estar aqui com vocês. Eu posso dizer que foi algo avassalador e inesperado. Depois de uma semana lá, estava caminhando sozinho e subitamente os ancestrais me sequestraram e eu comecei a chorar, porque eu senti aquele pertencimento, eu estava abraçado. E agora eu até me emocionei pensando nisso, assim como eu estou emocionado em olhar para os rostos lindos de todos vocês", disse.

A atriz carioca Taís Araújo, uma das mais famosas e relevantes atrizes negras do Brasil, falou sobre a importância do evento acontecer em Salvador: "Aqui é um pólo cultural e criativo gigantesco do país, então é muito importante que essa discussão comece em Salvador e que passe por todo o país e que ganhe o mundo, levando as ideias que vão ser colocadas aqui hoje", disse.

"Acho que um festival como o Liberatum serve muito para isso, discutir como é que a população negra quer ser retratada, como é que a gente quer contar as nossas histórias. Eu quero escutar outras pessoas negras, quero conhecer pessoas novas e depois realizar em cima das ideias que foram colocadas aqui. Se o primeiro ano do evento está sendo assim, tão grande, acho que no ano que vem tem a chance de ser muito maior, de atrair ainda mais pessoas. Então, que o Liberatum cresça mesmo e que seja essa plataforma de narrativas negras", completou Taís Araújo.

O Festival Liberatum tem mais uma mesa nesta sexta-feira: Redesenhando a Cultura Preta no Imaginário Popular, com o modelo estadunidense Alton Mason, os produtores de moda baianos Pedro Batalha e Hisan Silva e a deputada federal Erika Hilton, a partir das 17h. Já às 20h, será realizado o prêmio e gala de honra cultural Liberatum para a cantora Alcione, em evento exclusivo para convidados.

Novembro SCA - O Festival Liberatum é o primeiro evento do Novembro Salvador Capital Afro, programação cultural que se estenderá na capital baiana durante todo este mês trazendo ainda festivais internacionais de música, como o Afropunk Bahia, e de cinema, como o Festival Internacional do Audiovisual Negro do Brasil (Fianb), além de eventos de moda negra, festivais de afroempreendedorismo e afrofuturismo, desfiles de blocos Afro e a reabertura do Museu Nacional de Cultura Afro-Brasileira (Muncab).

Titular da Secult, Pedro Tourinho destacou que o Liberatum é a prova de que Salvador está conectada com o mundo: "Ele não está aqui por acaso. Traz talentos internacionais para conversar com os nossos talentos, lideranças culturais para falar com nossas lideranças culturais. É a prova de que Salvador está conectada, de que as pessoas têm interesse em todo esse movimento para potencializar a nossa cultura e os nossos talentos para que a gente possa ganhar o mundo", disse.

Essa é a primeira vez em que a plataforma mundial Liberatum chega ao Brasil, e Salvador foi a cidade escolhida pela organização por conta do seu legado cultural afro-diaspórico, sendo a cidade mais negra fora de África. O festival tem a co-realização da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult).

Nascido em 2001 para apresentar ao público programas artísticos notáveis, visionários culturais e agentes de mudança, o Liberatum já realizou eventos em Hong Kong, Estados Unidos, Papua-Nova Guiné, Reino Unido, Marrocos, Itália, Turquia, México, Espanha, Índia, França, entre outros países.

Programação - O Festival Liberatum também traz para Salvador a atriz Angela Bassett, que será homenageada com o prêmio de Pioneira Cultural. Reconhecida por interpretar mulheres negras fortes em obras como Malcolm X, Pantera Negra e no filme sobre a biografia de Tina Turner, a homenageada é uma das principais porta-vozes internacionais do evento sobre cultura negra, diversidade e inclusão.

Outro participante é o escritor nigeriano Wole Soyinka, primeira pessoa negra a receber o Prêmio Nobel de Literatura. Ele participará de uma mesa gratuita na segunda-feira (6), no Museu Nacional de Cultura Afro-brasileira (Muncab).

O show gratuito de encerramento será realizado no próximo domingo (5), com apresentações do grupo estadunidense Ground Zero Blues, e de artistas baianos como Lazzo Matumbi, Ilê Ayiê, Orquestra Afrosinfônica, Luedji Luna e Márcio Vitor. A programação também prevê homenagens a figuras ilustres como Vovô do Ilê e Débora da Banda Feminina Didá.

Programação do Festival Liberatum:

4 de Novembro
Ciclo de palestras no Centro de Convenções:
10h - Afrofuturismo (Ancestralidade, Inovação e Transformação) (Paulo Rogério e Tânia Neri)
11h30 - O Corpo como Ferramenta Política (Edgar Azevedo, Paloma Elsesser e Teodoro)
13h - De Quem é o Papel de Promover a Diversidade (Seu Jorge, Rossy de Palma e Hiran)
14h30 - Liderando nos Tempos Atuais (Alan Soares, Monique Evelle, Maurício Mota e Nina Silva)
16h - O Poder Transformativo da Arte (Kehinde Wiley, Bernardo Conceição e Bruno Rocha)

5 de novembro
Show de Encerramento na Praça Cayru a partir das 17h:
Honraria à Angela Bassett
Ground Zero Blues Club + Lazzo Matumbi
Ilê Aiyê e convidados
Afrosinfônica convida Luedji Luna e Márcio Victor (Psirico)

6 de novembro
Palestra no Museu Nacional de Cultura Afro-Brasileira (Muncab
15h - Wole Soyinka

Reportagem: Priscila Machado e Vitor Villar / Secom PMS

 

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A noite de sexta-feira (27) foi de louvor e adoração para uma multidão que compareceu ao Festival de Cultura Evangélica de Salvador, no Parque dos Ventos, na orla da Boca do Rio. Esta é a 8ª edição do evento, que este ano foi realizado pela Prefeitura. Neste primeiro dia de shows, os cristãos puderam assistir a apresentações de Maria Marçal, Midian Lima, Som e Louvor, Sued Silva, Davi Sarcer e Gisele Nascimento. As atividades marcam a reta final da programação especial que ocorreu durante todo o mês de outubro e que se encerra neste sábado (28).

O prefeito Bruno Reis esteve presente no evento e celebrou a realização do festival, que promoveu uma série de ações, apresentações artísticas, palestras e seminários para o público cristão. Ele afirmou que a expectativa da Prefeitura é de que a capital tenha um festival ainda maior em 2024.

“Foi um mês de celebração da cultura da fé. Promovemos em outubro uma série de atividades como as caminhadas de louvor, concurso de talentos no Parque da Cidade e no Centro Histórico, palestras com nomes de projeção nacional falando sobre a importância da fé. Hoje e amanhã trazemos grandes apresentações musicais que vão animar nossa juventude e todos que têm fé em Deus”, detalhou.

O gestor do Executivo municipal destacou que a realização do Festival de Cultura Evangélica de Salvador foi uma forma de agradecer a Deus pelas vidas salvas durante a pandemia, período mais difícil que a cidade enfrentou, e pelas transformações alcançadas nos últimos anos, com avanços em segmentos importantes a exemplo do social.

“Tenho certeza que Deus nos ajuda a administrar essa cidade. Na segunda onda da pandemia, sei que Ele estava ao meu lado me ajudando a tomar as melhores decisões para conduzir os destinos da cidade. Deixo aqui uma mensagem de muita fé, esperança e otimismo. Acredito que juntos vamos construir uma Salvador muito melhor para que os cidadãos tenham cada dia mais orgulho dessa cidade, que é a capital da fé do Brasil”, finalizou.

Festa e adoração - No encerramento da programação especial de atividades, neste sábado (28), o público que for ao Parque dos Ventos poderá prestar louvores a Deus ao som de Aline Barros, DJ PV, Thalles Roberto, Isadora Pompeo, Theo Rúbia, Victin, Valkiria Nunes, Misaias Oliveira, Nengo Vieira. A programação vai de 16h até 0h.

Texto: Joice Pinho/ Secom PMS

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